Perceber o surgimento de uma pinta ou mancha no corpo pode ser preocupante. Afinal, esse pode ser um sinal inicial do câncer de pele, tipo mais comum de câncer, com aproximadamente 185 mil novos casos ao ano no Brasil 1-3.
O diagnóstico de câncer de pele pode ser dividido entre: câncer tipo melanoma e tipo não melanoma (carcinoma espinocelular e basocelular). Embora os tipos carcinoma basocelular e espinocelular sejam os mais frequentes e de baixa letalidade, o melanoma é mais agressivo e requer atenção redobrada 1-3. Por isso, compreender o que favorece seu desenvolvimento e estar atento aos sinais de alerta é fundamental para agir rapidamente 1,2.
Além da exposição solar excessiva, características individuais, como fatores genéticos (histórico familiar e fototipo da pele), também aumentam a probabilidade de desenvolvimento 1,2.
Quer entender como é o diagnóstico do câncer de pele e quais são seus principais tratamentos? Então, continue a leitura e descubra ainda dicas de prevenção. Vamos lá? Boa leitura!
Resumo
- O principal sinal do câncer de pele é o surgimento de novas manchas, feridas que não cicatrizam ou alterações em pintas já existentes, como mudança de cor, formato ou bordas 3.
- A prevenção envolve uso diário de protetor solar no mínimo com FPS 30, evitar exposição solar intensa e realizar autoexame com frequência 1-5.
- O diagnóstico da doença é feito pelo dermatologista por meio de exame clínico, dermatoscopia e biópsia quando há suspeita de malignidade 1,3.
- O tratamento do câncer de pele varia conforme o tipo e estágio. Pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia 1,2.
- Consultas regulares são essenciais para proteger a pele e garantir um diagnóstico precoce e eficaz 1-3.
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Qual é o primeiro sinal do câncer de pele?
O primeiro indício costuma ser o aparecimento de uma nova lesão na pele, semelhante a uma pinta, um caroço ou uma crosta. Também pode haver mudanças em sinais já existentes, como crescimento, alteração de cor ou bordas irregulares 3.
Inclusive, o câncer de pele pode surgir em áreas pouco expostas ao sol, o que inclui palmas das mãos, genitais ou embaixo das unhas. Por isso, é importante fazer autoexames regulares, consultas anuais com o dermatologista e procurá-lo ao notar qualquer alteração suspeita na pele 3.
Como é feito o diagnóstico do câncer de pele?
O diagnóstico requer exame clínico detalhado realizado por um dermatologista para avaliar lesões suspeitas, com base em características como cor, borda e evolução. Se houver sinais de malignidade, a biópsia é indicada para confirmação laboratorial do tipo e estágio do tumor. A triagem também contempla a análise do histórico clínico 1,3.
Vale destacar que o diagnóstico do câncer de pele deve ser precoce para aumentar as chances de cura e definir o tratamento mais adequado. Embora o melanoma geralmente desperte medo e apreensão, as chances de eliminá-lo são acima de 90% quando o diagnóstico é feito precocemente 1.
Quais são as estratégias de prevenção do câncer de pele?
As estratégias são 1-4:
- Use protetor solar diariamente 1-3;
- Evite exposição solar excessiva 1-3;
- Utilize roupas e acessórios de proteção 1-3;
- Faça o autoexame 3,5;
- Consulte o dermatologista regularmente 1-3;
- Nunca realize bronzeamento artificial 1-3.
Entenda os detalhes em seguida!
1. Use protetor solar diariamente
Passo essencial para quem deseja proteger a pele de forma eficaz. A aplicação regular de protetor solar com FPS mínimo de 30 e proteção de amplo espectro é essencial para prevenir o câncer de pele, mesmo em dias nublados 1-3.
O produto deve ser reaplicado a cada duas horas, após suar ou entrar em contato com água. Assim, essa barreira reduz os danos provocados pela radiação solar 1-3.
Além disso, é importante encontrar uma marca capaz de cumprir o que promete. Só para você ter ideia, uma pesquisa realizada na Austrália testou 20 protetores solares para avaliar a veracidade do grau de proteção identificado nas embalagens 4. A partir da quantidade de vermelhidão nas áreas protegidas e não protegidas de 10 voluntários, os pesquisadores compararam os níveis divulgados de FPS com o que foi efetivamente oferecido pelos protetores. O resultado evidenciou que 16 produtos apresentaram o FPS incorreto 4.
Em conclusão, o estudo serve para reforçar a importância de encontrar fornecedores confiáveis e com respaldo científico e dermatológico 4.
Leia mais: 9 mitos e verdades sobre o protetor solar: saiba o que é real
2. Evite exposição solar excessiva
Permanecer na sombra, principalmente entre 10h e 16h, diminui a incidência direta dos raios solares. Essa medida reduz significativamente o risco de queimaduras solares e risco de surgimento de lesões de câncer de pele 1-3.
3. Utilize roupas e acessórios de proteção
Chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV e roupas que cubram áreas expostas oferecem proteção adicional contra os raios solares 1-3.
4. Faça o autoexame
Estratégia de prevenção do câncer de pele que consiste em observar regularmente possíveis sinais, feridas que não cicatrizam e manchas no corpo 3,5.
Com a ajuda de espelhos e boa iluminação, inspecione toda a sua pele. Sempre procure atendimento dermatológico em caso de lesões suspeitas 3,5.
5. Consulte o dermatologista regularmente
Consultas anuais com um dermatologista são recomendadas, principalmente para pessoas com maior risco 1-3. É o caso das pessoas que já apresentaram carcinoma basocelular, pois a chance de desenvolver novamente esse tipo de câncer é de quase 25% 2.
6. Nunca realize bronzeamento artificial
O bronzeamento artificial aumenta o risco de câncer de pele, especialmente o melanoma. A prática é proibida no Brasil e deve ser evitada para proteger a saúde da pele 1-3.
Qual é o tratamento do câncer de pele?
Depende do tipo de tumor, do estágio da doença, da localização da lesão e das condições de saúde do paciente. Em casos iniciais, a remoção cirúrgica costuma ser suficiente. Nos estágios mais avançados, medidas combinadas podem ser necessárias para controlar a doença, como a radioterapia e a quimioterapia 1-3.
Outras ações de tratamento do câncer de pele incluem 1:
- criocirurgia: destruição do tumor por congelamento com nitrogênio líquido, com indicação para lesões pequenas e superficiais;
- terapia fotodinâmica: uso de um agente fotossensibilizante ativado por luz intensa para destruir células cancerígenas;
- imunoterapia: opção para melanoma avançado e que auxilia no controle da doença.
Dermatologista: aliado para identificar sinais precocemente
Identificar qualquer sinal de câncer de pele com atenção e rapidez pode fazer toda a diferença no sucesso do tratamento. Alterações aparentemente simples, como pintas novas ou mudanças em outras já existentes, devem ser levadas a sério e avaliadas por um dermatologista quanto antes 1-3. O paciente deve observar mudança de coloração, aumento de tamanho e assimetria de bordas nas lesões antigas.
Afinal, o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e reduz complicações. Além disso, manter hábitos preventivos, como o uso diário de protetor solar, é fundamental para proteger a saúde da pele. Consultas periódicas com um especialista também ajudam a identificar alterações sutis que podem passar despercebidas 1-3.
Nunca esqueça: cuidar da pele é uma forma de cuidar de si mesmo. A prevenção e o acompanhamento médico são aliados poderosos para garantir mais saúde e bem-estar 1-3.
Para conhecer mais dicas e conteúdos sobre cuidados com a pele, acesse o blog da Mantecorp Skincare!
FAQ
1. Toda pinta pode virar câncer de pele?
Nem toda pinta se transforma em câncer, mas mudanças em seu formato, cor, tamanho ou borda podem indicar risco de melanoma, o tipo mais agressivo da doença. Pintas irregulares que crescem ou sangram devem ser avaliadas por um dermatologista quanto antes para o diagnóstico da doença 1.
2. O câncer de pele tem cura?
Sim, a maioria dos casos tem cura, especialmente quando o diagnóstico é precoce. Carcinomas basocelulares e espinocelulares geralmente são tratados com cirurgia simples e apresentam altas taxas de sucesso. Já o melanoma é o tipo mais agressivo, mas pode ser controlado e, em casos iniciais, totalmente curado 1,2.
3. Quando procurar um médico diante de uma alteração na pele?
Procure um dermatologista sempre que houver ferida que não cicatriza, mancha que muda de cor e formato ou uma pinta que coça ou sangra. Além disso, observe a presença de alterações na pele, como sinais que antes não existiam. A detecção precoce aumenta as chances de cura e evita complicações 1-3.
4. O câncer de pele é sempre grave?
Nem sempre. O tipo mais comum (não melanoma) tem baixa letalidade e bom prognóstico. Já o melanoma é mais grave e pode se espalhar para outros órgãos. Por isso, requer diagnóstico ágil para o início do tratamento. Mesmo assim, quando identificado cedo, as chances de cura aumentam consideravelmente 1-3.