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Imagem do post Dermatite perioral: o que é + rotina de cuidados com a pele

A dermatite perioral pode parecer um mistério para quem nunca ouviu falar, mas é uma condição comum e, muitas vezes, frustrante, pois causa incômodo e preocupação no indivíduo. Em geral, caracteriza-se pelo aparecimento de erupções avermelhadas ao redor da boca e, em alguns casos, se estende à região próxima aos olhos e narinas1.

Ainda que os médicos e pesquisadores não tenham uma definição exata para a causa da doença, diversos fatores podem influenciar seu desenvolvimento, desde o uso inadequado de cremes com corticoides até alterações hormonais e irritação por cosméticos1,2.

Se você notar pequenas pápulas avermelhadas ao redor da boca, acompanhadas de coceira ou sensação de queimação, esse pode ser um sinal de alerta, e entender como a dermatite perioral se manifesta é o primeiro passo para agir com segurança1,2.

A seguir, você vai conferir quais são as causas da condição, como funciona o tratamento e como criar uma rotina de cuidados para a pele com dermatite perioral.

Resumo

  • A dermatite perioral é uma inflamação cutânea que se manifesta ao redor da boca1.
  • A condição afeta pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em mulheres jovens e adultas, entre 15 e 45 anos, ao contrário da dermatite periorificial granulomatosa, que acomete principalmente crianças antes da puberdade1,2.
  • A causa da condição não é exata, mas estudos mostram que tem relação com alterações na barreira epidérmica, no equilíbrio da microbiota cutânea e no sistema imunológico da pele1,2.
  • O principal sintoma é o surgimento de pequenas pápulas avermelhadas ou rosadas ao redor da boca, e a duração da dermatite perioral varia conforme o tratamento adotado1,2.
  • Em casos mais agudos, a pele pode apresentar ressecamento, descamação e até mesmo desenvolver pústulas, tornando essencial uma rotina de cuidados para a pele com dermatite perioral1,2.

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O que é dermatite perioral?

É uma inflamação cutânea que se manifesta principalmente ao redor da boca, mas pode se estender para a região das narinas e dos olhos. A condição é mais comum em mulheres jovens e adultas, entre 15 e 45 anos1,2,3.

Embora não se saiba uma causa exata, pesquisas indicam que o quadro tem relação com alterações na barreira epidérmica, no equilíbrio da microbiota cutânea e no sistema imunológico da pele1,2.

Alguns pacientes que desenvolvem a condição apresentam hábitos que favorecem o seu agravamento, como o uso excessivo de cremes com corticoides, maquiagem, protetor solar ou creme dental com flúor1,2.

Inclusive, o contato frequente com esses agentes pode desencadear uma reação inflamatória na pele e levar ao surgimento dos sintomas característicos, que veremos a seguir1,2.

Além da forma clássica, existe uma variante que compartilha características semelhantes, mas tem particularidades importantes: a dermatite periorificial granulomatosa. Entenda a diferença a seguir.

Qual a diferença para dermatite periorificial granulomatosa?

A principal diferença é que a dermatite periorificial granulomatosa (DPG) afeta principalmente crianças pré-púberes (entre 3 anos e o início da puberdade) e apresenta padrão granulomatoso no exame histológico, características que a distinguem da dermatite perioral. Apesar das lesões, costuma se resolver sozinha e raramente deixa marcas na pele9.

Clinicamente, a DPG se caracteriza por pequenas pápulas ao redor da boca, do nariz e dos olhos, que podem variar da cor da pele até tons avermelhados ou amarelo-acastanhados. E, por compartilhar características com outras doenças dermatológicas, como rosácea granulomatosa e sarcoidose cutânea, o diagnóstico pode ser desafiador9.

Entre os principais fatores desencadeantes, destaca-se o uso de corticosteroides tópicos. No entanto, cosméticos, fatores físicos e até determinados microrganismos também podem contribuir para o desenvolvimento da condição9.

Compreendidas as diferenças, agora é hora de olhar para os sinais que aparecem na pele. Afinal, entender como a dermatite perioral se manifesta é fundamental para reconhecê-la cedo.

Como a dermatite perioral se manifesta?

O principal sinal é o aparecimento de pápulas avermelhadas ou rosadas ao redor da boca, diferente da acne devido à ausência de cravos na pele. A pele também pode apresentar ressecamento, descamação e até mesmo desenvolver pústulas (lesões cutâneas parecidas com a acne), principalmente em quadros mais intensos da doença1,2.

Outro sintoma comum é a sensação de queimação, coceira ou irritação na região afetada. Curiosamente, uma faixa fina de pele próxima aos lábios costuma permanecer intacta, sem qualquer sinal de dermatite, o que auxilia os médicos no diagnóstico do quadro1,2.

Em alguns casos, é possível confundi-la com outras condições dermatológicas, como a rosácea, mas a dermatite perioral tem um padrão específico de acometimento e, frequentemente, poupa algumas regiões, como as bochechas e a testa. Assim, a avaliação do profissional de saúde é primordial1,2.

Mas por que esses sintomas aparecem? Entender as causas é tão importante quanto reconhecer as manifestações, e é o que você vai ver a seguir.

Quais são as causas da dermatite perioral?

A condição não tem uma origem única e surge da combinação de fatores externos e internos que irritam a pele e comprometem sua barreira de proteção, como o uso prolongado de corticosteroides tópicos ou inalatórios, cosméticos, desequilíbrio da microbiota cutânea, alterações hormonais e higiene inadequada1,2.

A seguir, entenda em detalhes o que causa a dermatite perioral1,2:

  • uso prolongado de corticosteroides tópicos ou inalatórios: o uso frequente de medicamentos comuns para doenças respiratórias pode levar a uma alteração na barreira de proteção da pele e favorecer processos inflamatórios;
  • produtos cosméticos e de higiene pessoal: hidratantes, maquiagens, protetores solares e cremes dentais com flúor podem desencadear ou agravar o quadro;
  • desequilíbrio da microbiota cutânea: o aumento de bactérias e fungos naturalmente presentes na pele pode estimular reações inflamatórias locais e alterações na barreira cutânea;
  • alterações hormonais: mulheres relatam o surgimento ou piora do quadro em momentos de variações hormonais, como durante o ciclo menstrual ou com o uso de anticoncepcionais;
  • falta de higiene adequada: o acúmulo de sujeira e oleosidade pode contribuir para a irritação e inflamação da pele.

Identificar esses fatores pode ajudar no controle e na prevenção. No entanto, quando os sintomas já estão presentes, é essencial consultar um dermatologista para realizar um tratamento adequado.

Como funciona o tratamento para dermatite perioral?

O primeiro passo é suspender o uso de corticosteroides tópicos. Uma orientação é que a interrupção seja gradual, a fim de evitar o efeito rebote, no qual a dermatite pode piorar temporariamente antes de melhorar. Além disso, é fundamental evitar cosméticos irritantes até que a pele se recupere por completo1,2.

Em casos leves, cremes com antibacterianos, como eritromicina e metronidazol, podem ajudar a controlar a inflamação. Já nos quadros mais intensos, o dermatologista pode prescrever antibióticos orais para uso específico1,2,3.

O tratamento médico é fundamental, mas o que você faz fora do consultório também conta. Veja como criar uma rotina de cuidados para a pele com dermatite perioral que apoie a recuperação no dia a dia.

Como criar uma rotina de cuidados para pele com dermatite perioral?

O passo a passo inclui5-8:

  • limpeza: use limpadores syndet, sem sabão, que respeitam o pH da pele e não agridem a barreira cutânea;
  • hidratação: prefira fórmulas leves e calmantes, que restauram a barreira sem ocluir os poros;
  • fotoproteção: opte por filtros físicos ou minerais, mais bem tolerados por peles sensíveis.

A seguir, veja como aplicar cada etapa no seu dia a dia!

1. Limpeza

A limpeza é a base de qualquer rotina, mas, para quem tem dermatite perioral, é primordial saber qual é o produto certo. Isso porque sabonetes comuns costumam ter pH alcalino, o que altera o equilíbrio natural da pele e compromete sua barreira de proteção, justamente o que se quer evitar5.

A recomendação é optar por limpadores syndet, termo que vem de "synthetic detergent", ou detergente sintético. Diferente dos sabões tradicionais, esses produtos têm pH próximo ao da pele, limpam com suavidade e não agridem a barreira cutânea5,6.

Além do tipo de produto, a forma de usar também importa: prefira água morna, nunca quente, e movimentos delicados, sem esfregar a pele. Enxágue bem e seque com uma toalha limpa, dando leves batidinhas, sem friccionar5,6.

2. Hidratação

Hidratantes muito pesados, como os que contêm vaselina ou óleo de coco, podem parecer uma boa opção à primeira vista, mas tendem a obstruir os poros e piorar o quadro inflamatório. O ideal são fórmulas leves, não comedogênicas e com ingredientes calmantes, que atuam na restauração da barreira sem causar irritação7.

O Hidratante Facial Epidrat Calm, da Mantecorp Skincare, é um exemplo de produto desenvolvido para esse perfil de pele. Sua fórmula combina ingredientes que acalmam a inflamação, reduzem a vermelhidão e fortalecem a barreira cutânea sem pesar na pele ou entupir os poros4.

Ingredientes como niacinamida, ceramidas e esqualano são grandes aliados nesse processo. Estudos mostram que a niacinamida, por exemplo, estimula a síntese de ceramidas no estrato córneo e contribui para a recuperação e proteção da barreira cutânea7.

Aplique o hidratante ainda com a pele levemente úmida, logo após a limpeza, para potencializar a absorção e selar a hidratação4.

3. Fotoproteção

O protetor solar é indispensável em qualquer rotina, e para peles com dermatite perioral, a escolha do tipo certo é ainda mais importante, já que filtros solares químicos podem conter substâncias que irritam peles sensíveis e inflamadas8.

Nesses casos, a melhor escolha são os filtros físicos ou minerais. Os principais ativos desse grupo são o dióxido de titânio e o óxido de zinco, que formam uma camada protetora sobre a pele e oferecem proteção de amplo espectro contra os raios UVA e UVB sem penetrar na barreira cutânea8.

E aqui, assim como no hidratante, prefira fórmulas sem fragrância, sem álcool e sem ingredientes oclusivos pesados8.

Com a rotina bem estabelecida, vale a pena também pensar a longo prazo; afinal, é possível prevenir a condição?

Prevenção para dermatite perioral: é possível?

Embora não exista uma maneira garantida de evitá-la, algumas medidas reduzem significativamente o risco de desenvolver a condição, como1,2:

  • evitar o uso frequente de corticosteroides no rosto;
  • optar por produtos de skincare com fórmulas especiais para peles sensíveis;
  • manter uma rotina de limpeza adequada.

Essas medidas valem principalmente para quem já observou algum sinal na pele.

E por falar em produtos adequados para peles sensíveis, o Hidratante Facial Epidrat Calm, da Mantecorp Skincare, foi desenvolvido para esse fim e vai além da hidratação. Confira a seguir!

Conheça o hidratante Epidrat Calm para peles sensíveis

Se você busca um cuidado eficaz para fortalecer a barreira de proteção da pele e minimizar sinais como vermelhidão e ressecamento, o Hidratante Facial Epidrat Calm pode ser um excelente aliado. Sua fórmula, própria para peles sensíveis, tem Complexo Sens C, que promove alívio imediato e restaura a pele irritada4.

Além de proporcionar hidratação intensa, o produto é hipoalergênico e livre de componentes que possam obstruir os poros, o que garante conforto e segurança no uso diário4.

Conheça o hidratante Epidrat Calm e comece a cuidar da sua pele do jeito certo.

Ainda tem dúvidas? A seguir, confira as perguntas mais frequentes sobre a condição.

FAQ

Qual a duração da dermatite perioral?

A duração varia de pessoa para pessoa e depende diretamente do tratamento adotado. Com a suspensão dos fatores desencadeantes e o uso correto dos medicamentos prescritos, os casos leves tendem a melhorar em semanas. Por outro lado, os quadros mais intensos podem exigir um acompanhamento prolongado1,2,3.

Posso usar maquiagem durante o surto?

O ideal é evitar. Isso porque produtos cosméticos, como maquiagens, podem desencadear ou agravar o quadro inflamatório da dermatite, já que a pele está com a barreira cutânea comprometida e mais suscetível à irritação. Durante o surto, a recomendação é simplificar ao máximo a rotina1,2.

Pasta de dente com flúor piora a dermatite?

Pode piorar, sim. O creme dental com flúor figura entre os produtos de higiene pessoal que podem desencadear ou agravar a dermatite perioral, especialmente em quem já apresenta predisposição à condição. Se houver relação com o surgimento das lesões, vale conversar com o dentista sobre alternativas1,2.

1. Dermatite Perioral. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em: https://www.sbd.org.br/doencas/dermatite-perioral/. Acesso em março de 2025.

2. Keri, Jonette E. Dermatite perioral, 2024. Manual MSD. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-da-pele/acne-e-dist%C3%BArbios-relacionados/dermatite-perioral. Acesso em março de 2025.

3. Keri, Jonette E. Dermatite perioral, 2024. Manual MSD. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-dermatol%C3%B3gicos/acne-e-doen%C3%A7as-relacionadas/dermatite-perioral. Acesso em março de 2025.

4. Rotulagem Hidratante Facial Epidrat Calm - 40ml

5. Mijaljica D, Spada F, Harrison IP. Skin Cleansing without or with Compromise: Soaps and Syndets. Molecules [Internet]. 2022 Mar 21;27(6):2010. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8954092/. Acesso em maio/2026.

6. Impact of cleanser pH on maintaining a healthy skin barrier. Journal of the American Academy of Dermatology. 2017 Jun;76(6):AB404. Acesso em maio/2026.

7. Tanno O, Ota Y, Kitamura N, Katsube T, Inoue S. Nicotinamide increases biosynthesis of ceramides as well as other stratum corneum lipids to improve the epidermal permeability barrier. The British Journal of Dermatology [Internet]. 2000 Sep 1;143(3):524–31. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10971324/. Acesso em maio/2026.

8. Smijs T, Pavel S. Titanium dioxide and zinc oxide nanoparticles in sunscreens: focus on their safety and effectiveness. Nanotechnology, Science and Applications [Internet]. 2011 Oct 13;4(4):95–112. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3781714/. Acesso em maio/2026.

9. Al-Qassabi AM, Al-Busaidi K, Al Baccouche K, Al Ismaili A. Granulomatous Periorificial Dermatitis in an Adult: A case report with review of literature. Sultan Qaboos University Medical Journal [SQUMJ]. 2020 Mar 9;20(1):100. Acesso em maio/2026.

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