Imagine que você tenha uma amiga chamada Luísa. Ela sempre foi muito confiante, até que uma pequena lesão no seu ombro começou a crescer e mudar de aparência após uma cirurgia. O que deveria ser uma marca discreta se tornou uma cicatriz hipertrófica avermelhada, elevada e endurecida, que logo passou a afetar sua autoestima 1,2.
Mas por que essa reação aconteceu? A resposta está no fato de que, durante a cicatrização, o corpo dela produziu excesso de fibras de colágeno na tentativa de fechar completamente a ferida, o que provocou a condição 1,2.
Como esse processo também é influenciado por questões biológicas e hábitos diários, compreender os fatores de risco é essencial para adotar cuidados preventivos 1,2.
Pensando nisso, criamos este texto. Continue a leitura e descubra por que a cicatriz hipertrófica acontece, quem tem maior chance de desenvolvê-la, como evitar seu aparecimento e quais as estratégias para amenizar as queixas.
Vamos lá?
Resumo
- A cicatriz hipertrófica é uma lesão elevada que surge como resposta exagerada do corpo durante a cicatrização. Diferente do queloide, limita-se à sua área original e tende a regredir com o tempo 1,2,10.
- A marca não representa risco grave à saúde, mas pode causar desconforto estético e físico 1,2.
- Fazer um curativo limpo e seco e usar gel de silicone são medidas que ajudam a prevenir a formação da cicatriz e a melhorar sua aparência 1,2,8,9.
- O tratamento para a condição também pode envolver injeções de corticoides, terapia a laser e massagem no local afetado 1,2.
- O gel cicatrizante de silicone, como o C-Kaderm da Mantecorp Skincare, é eficaz na redução do relevo e na uniformização do tom da pele 9.
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O que é cicatriz hipertrófica?
É uma lesão elevada que se forma após uma ferida, como cortes, queimaduras ou procedimentos cirúrgicos. A marca costuma ser espessa, firme e, em alguns casos, mais escura que o tom natural da pele. Embora não represente um risco à saúde, pode gerar incômodo estético ou até desconforto físico 1,2.
Além disso, esse tipo de cicatriz permanece restrito apenas ao local da lesão original e não ultrapassa os limites do ferimento. A condição também pode regredir espontaneamente e surge com mais frequência em áreas como as costas, o peito, os ombros e as articulações 2.
Por que a cicatriz hipertrófica acontece?
Essa lesão ocorre porque o corpo produz colágeno em excesso durante a cicatrização, o que provoca um acúmulo de tecido e cria um relevo firme e espesso na região afetada. Geralmente, esse processo surge de uma reação inflamatória prolongada, frequentemente causada por infecções locais, queimaduras e incisões cirúrgicas 1,2.
Vale destacar que situações externas podem atrapalhar a recuperação e estimular o organismo a produzir ainda mais tecido para reparar o local lesionado. Quando um corte profundo fica sem pontos, por exemplo, o corpo fica mais vulnerável à entrada de bactérias, o que dificulta a cicatrização normal 3.
Da mesma forma, se a cicatriz fica em um local que estica muito com os movimentos, como na região das articulações, a pele sofre uma tensão constante. Para garantir que a lesão não abra, o organismo cria uma camada extra de proteção e, consequentemente, torna a ferida mais grossa 1,2.
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Quais são os fatores de risco para desenvolver cicatriz hipertrófica?
Os elementos principais são 4,5:
- idade: em pessoas mais jovens, o organismo costuma produzir mais colágeno para fechar a cicatriz;
- herança genética: a ascendência, como africana ou asiática, aumenta a chance de formação dessas lesões;
- tipo de lesão: feridas que agridem muito a pele, como queimaduras de segundo e terceiro grau, estimulam a produção de mais colágeno para regenerar a pele;
- local afetado: áreas cutâneas de alta tensão, como ombros, tórax e articulações, devido à tração constante na pele.
Evidências científicas
Um estudo publicado no Journal of the National Medical Association investigou as diferenças raciais na formação de cicatrizes hipertróficas após queimaduras. A pesquisa analisou um banco de dados de saúde com mais de 116 milhões de pacientes 5.
Os resultados apontaram que pessoas afro-americanas, asiáticas e nativas do Havaí apresentaram riscos genéticos significativamente maiores de formar esse tipo de lesão em comparação com pessoas brancas 5.
Outro estudo relevante, publicado no Journal of Burn Care & Research, analisou 300 adultos com queimaduras térmicas. A pesquisa desmistificou a ideia de que o sexo feminino é um dos fatores de risco para desenvolver cicatriz hipertrófica, embora essa seja uma visão predominante na literatura científica 6.
Segundo a análise, não houve diferenças estatisticamente relevantes na pontuação média da Escala de Cicatrizes de Vancouver entre homens e mulheres. Esse índice avalia as características funcionais e estéticas desse tipo de lesão para determinar a gravidade do quadro 6.
Como prevenir a cicatriz hipertrófica?
Faça um curativo limpo e seco para evitar infecções e proteger o local ferido, independentemente do tipo de pele. Aplique lâminas de silicone após o fechamento da pele para reduzir a formação de cicatrizes elevadas e mantenha a hidratação constante com pomadas específicas prescritas pelo seu dermatologista 1,2.
A aplicação de pressão sobre a região lesionada por meio de malhas elásticas ou bandagens também ajuda a enfraquecer o tecido cicatricial em excesso e melhora o resultado final 1.
Além disso, um estudo divulgado no portal ScienceDirect apontou que o resfriamento imediato de queimaduras com compressas de água fria e o uso de óleo de melaleuca auxiliam na recuperação da pele. Esses métodos otimizam a regeneração cutânea e são aliados importantes para acelerar a cicatrização 7.
Outro ponto é que o uso diário de protetor solar com FPS 30 ou superior previne o escurecimento da marca e protege a nova camada de pele, que é mais sensível 2.
Agora que você sabe como prevenir a cicatriz hipertrófica, veja os cuidados mais eficazes para amenizar sua aparência!
Como melhorar a cicatriz hipertrófica?
O tratamento envolve 1,2:
1. Injeções de corticoides: aplicações periódicas que nivelam a superfície cutânea e aliviam a coceira intensa;
2. Terapia a laser: tecnologia que clareia a cicatriz e regenera a malha fibrótica;
3. Compressão e massagem: métodos que estimulam a renovação celular;
4. Aplicação de silicone em gel: uso diário prolongado para reduzir o tamanho da lesão.
Entenda os detalhes a seguir!
1. Injeções de corticoides
As injeções de corticoides são frequentemente a primeira escolha dos especialistas para tratar cicatrizes elevadas. O medicamento é aplicado diretamente no tecido cicatricial para melhorar o nivelamento da marca e reduzir a rigidez 1,2.
Contudo, o número de aplicações é controlado para evitar o afinamento da região acometida e ao redor 1,2.
2. Terapia a laser
O tratamento a laser é altamente eficaz, especialmente em marcas recentes avermelhadas, pois age nos vasos sanguíneos que estimulam o crescimento anormal da cicatriz 1,2.
Inclusive, versões fracionadas da tecnologia podem ser empregadas para criar pequenos canais de remodelação, o que é útil para promover a quebra dos tecidos fibróticos 1,2.
Leia também: Como funciona o laser de CO2 fracionado? Veja 6 cuidados!
3. Compressão e massagem
A compressão mecânica é um dos métodos mais acessíveis e eficientes para acelerar a cicatrização, pois pode enfraquecer o tecido cicatricial e melhorar a aparência da pele com o tempo 1.
A massagem complementa esse cuidado porque melhora a circulação e aumenta a maleabilidade da região, enquanto o corpo completa o processo natural de remodelação 1.
4. Aplicação de silicone em gel
O silicone funciona como uma barreira protetora que gerencia a umidade e a recuperação da pele após o fechamento inicial da ferida. Conforme pesquisa publicada pela Cochrane Database of Systematic Reviews, o uso do gel de silicone é um dos tratamentos mais simples e eficazes para tratar a cicatriz hipertrófica 8.
Isso porque seu principal mecanismo de ação envolve a oclusão e o aumento da hidratação da camada externa da pele. Esse processo reduz a evaporação de água e auxilia na regeneração celular, conforme o estudo 8.
Os pesquisadores também recomendam que o método seja utilizado por um período de 8 a 12 semanas para aumentar a eficácia do tratamento. Além disso, sua aplicação deve ser iniciada precocemente, assim que a ferida estiver fechada ou logo após a retirada dos pontos da cirurgia 8.
Dica extra: a seguir, veja um produto com silicone em gel que auxilia no processo de recuperação da sua pele 9!
C-Kaderm Gel Cicatrizante: prevenção e redução de cicatrizes
Para quem quer prevenir ou suavizar uma cicatriz hipertrófica, chegou a hora de conhecer o C-Kaderm, gel de silicone desenvolvido pela Mantecorp Skincare. Esse item é um aliado fundamental no cuidado de marcas cutâneas, pois atua diretamente na redução do relevo e na uniformização do tom da pele 9.
O produto também leva óleo de rosa mosqueta e vitamina E em sua fórmula para oferecer ação antioxidante, o que ajuda a combater os radicais livres que prejudicam a saúde da pele. Assim, essa combinação potencializa o tratamento ao nutrir a região afetada durante todo o processo de regeneração celular 9.
Além de melhorar a aparência estética, o uso diário do C-Kaderm alivia o desconforto e devolve a maleabilidade da pele. Sua textura leve permite uma absorção rápida e confortável para facilitar a rotina de cuidados domiciliares sem deixar resíduos pegajosos 9.
Conheça todas as vantagens do C-Kaderm e converse com seu dermatologista sobre essa opção para melhorar a aparência de cicatrizes!
FAQ
1. Qual é a diferença entre cicatriz hipertrófica e queloide?
A cicatriz hipertrófica se limita às bordas da ferida original, apresenta elevação moderada e pode regredir espontaneamente com o tempo. Já o queloide ultrapassa os limites iniciais, tem relevo acentuado e aspecto endurecido. Essa marca agressiva demonstra resistência aos tratamentos e dificilmente diminui sem auxílio médico ou intervenção dermatológica específica 10.
2. Quanto tempo demora para a cicatriz hipertrófica regredir?
A condição geralmente começa a regredir após 6 meses desde o seu aparecimento. Até esse momento, a lesão pode aumentar de tamanho. Se você sentir dificuldade de movimento por conta da sua localização, é importante procurar um dermatologista o quanto antes para acelerar a recuperação 11.
3. Posso usar C-Kaderm em cicatrizes antigas?
Sim, já que o produto é um gel de silicone que ajuda a melhorar a aparência dessas marcas ao diminuir o relevo e uniformizar o tom de pele. Sua fórmula combina ativos como o óleo de rosa mosqueta e a vitamina E para aumentar a hidratação e a maciez 9.
4. Pode fazer microagulhamento em cicatrizes elevadas?
Sim, pois o procedimento é indicado para melhorar o aspecto desse tipo de marca. A técnica utiliza agulhas que estimulam a regeneração celular para proporcionar a suavização do relevo e a melhora da textura. Após a primeira sessão, você já pode notar benefícios na aparência e na flexibilidade do tecido 12.
5. Por que o gel de silicone é ideal para cicatrizes hipertróficas?
Essa é uma das opções mais eficazes porque contribui para reduzir o volume, suavizar o relevo, uniformizar o tom da pele e proteger contra agressões externas como radicais livres. Seu uso também ajuda a regular a produção de colágeno, o que auxilia na prevenção do crescimento desordenado da lesão 1,2,8,9.
6. Quais são as diferenças entre o tratamento de cicatrizes hipertróficas e o de queloides?
As cicatrizes hipertróficas podem responder bem a cremes cicatrizantes, curativos com silicone e, em alguns casos, infiltrações de corticoides. Já o tratamento de queloides costuma exigir abordagens mais intensivas, como radioterapia superficial, infiltração de corticoides, crioterapia e cirurgia (com acompanhamento rigoroso para evitar recorrência da lesão) 10.